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Em busca do pódio


Tony Kanaan fala sobre suas expectativas na Fórmula Indy


Por William Woo colaboração: Oldair de Oliveira
Foto: Shawn Payne
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O que achou do traçado?
Me agradou bastante. Vai ter pontos de ultrapassagem muito bons, o que não acontece, geralmente, em circuitos de rua. Acredito que o resultado vai ser muito bom, apesar do pouco tempo que teve a organização do evento.

Como é a sua relação com os demais pilotos brasileiros?
Temos uma relação ótima. Saímos para jantar, malhar juntos. Acho que somos mais unidos do que se vê em qualquer outra categoria.

Você criou ao lado do Rubinho o Instituto Barrichello Kanaan. Desde quando existe e a que se destina?
A historia começou há muito tempo, da época em que corríamos de kart. Víamos meninos que cuidavam de carro e prometemos que se chegássemos a algum lugar iríamos fazer alguma coisa. Dessa forma, há cinco anos, criamos o instituto. Na verdade, é um escritório, tocado por pessoas de nossas famílias, por intermédio do qual ajudamos a quem precisa. Por exemplo: uma instituição está necessitando de computadores, então, vamos lá e compramos ou, de repente, conhecemos alguém que quer doar.
Atualmente, temos acesso a muitas pessoas e, em alguns casos, devido ao nosso nome, podemos conseguir o que precisamos de graça. Ajudamos a casas que já existem. Além disso, promovemos palestras.

De onde vem essa amizade com o Rubinho?
Nos conhecemos na pista, em 1984. Depois disso, meu pai faleceu e o pai dele acabou me "adotando" como filho e criamos uma amizade forte e sincera. Hoje, o pai do Rubinho resolve meus problema e me dá muitos conselhos. Enfim, tinha oito anos quando tudo começou e hoje já estou com 35.

O Rubinho é estigmatizado no Brasil como piloto. Qual a análise que você faz dele como profissional?
Ninguém consegue ficar na F1 por tanto tempo apenas por sorte e, depois de tanto tempo, continuar competitivo. Basta olhar a carreira dele, ver quantos vitórias, quantos Grandes Prêmios já correu.

Como é o assédio frente à sua pessoa nos Estados Unidos e no Brasil?
Acredito que o assédio é do mesmo tamanho, só que de forma diferente. O brasileiro é mais descolado, já chega falando besteira. Já o americano é mais comedido, um pouco diferente.

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