Soltando o verbo sem medo e com plateia
Falar em público pode até parecer um bicho de sete cabeças, mas não fique preocupado. planejamento é a palavra chave para se dar bem nessas situações Texto: Leonardo Zanon
A reunião foi marcada e toda a diretoria estará no auditório. É mais de uma dezena de pessoas. E agora, o que fazer? Essa frase martela na cabeça de muitos profissionais, experientes ou não, na hora de fazer uma apresentação para uma plateia. Nesses momentos, muitos descobrem que falar em público é mais complicado do que se imagina. Uma pesquisa do jornal Sunday Times com 3 mil norteamericanos, por exemplo, detectou que 41% deles sentem medo de falar diante de um grupo de pessoas. Você pode ser um deles, mas saiba que não está sozinho.
Hipertexto
Outra pesquisa realizada com 10 mil australianos mostrou que um terço dos entrevistados prefere a morte a falar em público.
A boa notícia é que é possível vencer os obstáculos, o suadouro, o frio na barriga e fazer dessa ação um gesto muito mais natural. Um exemplo é o mestre de cerimônias e apresentador Domenico Gatto da Rádio 97 FM. Hoje, enfrentar grandes aglomerações é algo natural para ele. Mas, nem sempre foi assim. "Sempre tive muito medo de falar em público e só percebi que poderia apresentar e falar para muita gente assim que fiz o primeiro evento em uma rádio em Campinas, em 1988", diz Gatto, que já se apresentou em eventos com mais de 50 mil pessoas. "Hoje é um prazer e a tensão não existe mais", assegura.
O apresentador não é um exemplo único. Com a técnica certa, outros poderão seguir seu exemplo. Para Reinaldo Polito, com 19 obras lançadas sobre o assunto e dono da maior escola de oratória do mundo, o segredo está em saber ordenar o pensamento. Do contrário, atravanca- se toda a comunicação. "De maneira geral, não saber organizar as ideias, não ter objetividade, não conseguir adaptar a mensagem ao tipo de público que vai enfrentar e ter medo de falar diante da plateia é o que deixa o indivíduo inseguro".
Já a psicóloga Maria Regina Domingues de Azevedo explica que o medo tem origem na expectativa de que algo ruim aconteça e no desconforto de ser avaliado e observado por outras pessoas. "O medo e a insegurança caminham lado a lado. Decorrem de um conjunto de fatores que inclui a expectativa de que as coisas não saiam da forma como planejadas, de encarar uma situação nova e de se sentir avaliado, analisado e/ou observado por terceiros, principalmente, desconhecidos".
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